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Sexta-feira, 10 de Março de 2006

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Origens Montalegre *Distando 130 quilómetros do Porto, 90 de Braga e 42 de Chaves (pela Estrada Nacional n.º 103) e 70 de Ourense, a mais próxima das cidades galegas, Montalegre, povoação dominante do Vale do Cávado, é a sede do concelho a que deu o nome. O Alegre Monte - origem provável do actual topónimo - foi povoado castrejo, posteriormente romanizado, e, já como integrante do reino de Portugal, tornou-se vila e "cabeça" das Terras de Barroso, por foral de D. Afonso III, no ano de 1273, num 9 de Junho que viria a ser celebrado e perpetuado como Feriado Municipal e Dia do Concelho. No reinado de Manuel I, em 1515, Montalegre vê confirmado o seu estatuto com novo foral.

*Há 3500/4000 anos, os nossos mais recentes antepassados, manifestando preocupações com o que haverá para além da morte, ergueram rudes monumentos funerários como as antas da Mourela e da Veiga ou as cistas da Vila da Ponte. Estes vestígios juntam-se a tantos outros que provam que a área do concelho de Montalegre já era povoada na época dos metais a fazer fé nesses vestígios que nos chegam da longínqua pré-história.

O povoamento deste território é depois feito pelos Celtas que erguem castros em número pelo menos igual ao das povoações do concelho. Com a chegada dos romanos, a região é atravessada pela via imperial e pontes, altura em que são também romanizados alguns castros. Existiram, fundadamente, nesta região, cidades romanas: Praesidium (em Vila da Ponte, identificada popularmente como Sabaraz) e Caladunum (em Cervos), das quais há alguns vestígios.
Dos Mouros não há indícios documentais que atestem a sua presença, exceptuando a tradição oral que lhes atribui tudo quanto de extraordinário e antiquíssimo existe.

Com o nascimento da nacionalidade, D. Afonso Henriques doou porções de terra ou coutos onde floresceram albergarias (Salto), hospitais (Vilar de Perdizes e Dornelas) ou mosteiros (Pitões). Sendo uma zona de fronteira com o reino da Galiza, são erguidos com preocupações defensivas os castelos de Gerês e Piconha e mais tarde do Portelo e de Montalegre. São atribuídos forais a Tourém, provavelmente por D. Sancho I em 1187, como cabeça das Terras da Piconha. Só em 9 de 1273 é que D. Afonso III, em carta de foral, funda a vila de Montalegre e o respectivo alcácer tornando-se cabeça das Terras de Barroso. Este foral é depois confirmado por D. Dinis em 1289, D. Afonso IV em 1340, D. João II em 1491 e D. Manuel em 1515 converte-o em foral novo.
Na sequência da Guerra da Independência, no reinado de D. João I, as Terras de Barroso são oferecidas a D. Nuno, Condestável do Reino. As tropas francesas tiveram problemas de monta com os barrosões, na Misarela, em 1809.

Em 6 de Novembro de 1836, o concelho de Montalegre é dividido criando-se o município de Boticas e perderam-se, para o município de Vieira do Minho, o município de Vilar de Vacas (sediado em Ruivães) e, logo a seguir, o Couto Misto de Santiago de Rubiás.

A história recente de Montalegre é igual a tantas regiões do interior, marcadas por uma forte emigração, depauperação económica e abandono das actividades económicas tradicionais. Só com a institucionalização do Poder Local após o 25 de Abril de 1974 é que surgem condições de revitalização do concelho devido às alterações estruturais que aquele movimento democrático permitiu.

Longe vai o tempo em que a vila se confinava a um glomerado de casas encostando-se ao abrigo do roqueiro castelo medieval, suficientemente resistente para cruzar os séculos e erguer-se, hoje, ainda que minimizado no seu esplendor original, como testemunho do curso da História do lugar e das gentes que o foram habitando. Com a vizinha Galiza como acicate e exemplo, Montalegre foi ampliando os seus limites, crescendo e urbanizando-se sem pecados capitais de ofensa ao melhor do legado original. A busca da harmonia possível no perfil físico da povoação revela-se na suficientemente harmoniosa existência, paredes-meias, da granítica vila velha e da vila nova, num cenário de contrastes em que ruelas sinuosas e esconsas, de empedrado desigual, desembocam em ruas e avenidas de traçado amável e bom piso, em que a vetusta Casa do Cerrado olha de frente os edifícios modernos dos Paços do Concelho e do Palácio da Justiça, em que a contemporaneidade estética da estátua de Cabrilho na Praça do Município ou da obra escultórica celebrando a chega de bois, numa rotunda junto ao Cávado, fazem contraponto à arquitectura básica de uma relíquia tradicional como o Forno do Povo na Portela...

A Rua Direita, que aponta ao Castelo, é ponto de passagem obrigatório numa deambulação pela vila, mas não menos obrigatório é subir-se e assomar-se aos miradouros da Corujeira e de Santa Catarina, às ameias da Torre de Menagem do Castelo, aos adros das igrejas Nova e Velha e, com olho de pássaro, abranger espacidões circundantes que contemplam o Vale do Cávado, os contrafortes da Serra do Larouco, os limites da Galiza, povoados, terrenos de cultivo e bosques do reino da serenidade. *In Espigueiro

publicado por bamos às 04:12
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1 comentário:
De A sonhadora a 10 de Junho de 2006 às 16:35
lindo como tu :)beijo grande.

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